Aqui vão algumas medidas que
penso serem úteis a todos quantos desejam ser mamãs e papás:
1. Conversem bastante sobre o assunto da
parentalidade. Falem das expectativas de cada um para o futuro, sobre o que
significa ser mãe/pai, sobre educação, por exemplo, como é que cada um pensa
acerca da alimentação, se frequentará ou não berçário/creche/infantário/escola
ou se preferem que fique em casa com ama ou avós, sobre o papel dos pais (ou
seja, avós) na vida do/a neto/a, sobre limites (até onde é que a/o sogra/o se
poderá “intrometer”, visitas, pernoitar em casa dos avós ou não, etc.), sobre
rotinas, cedências, vícios a serem superados (por exemplo, tabaco), etc. Falem
de tudo sem preconceitos nem receios de não terem a mesma opinião, pois será
necessário que discutam alguns aspetos antes de a criança ser “feita” do que
depois desta nascer começarem as brigas e conflitos que causam mau estar entre
o casal e o afasta.
2. Marquem
uma consulta de planeamento familiar
com o médico de família ou obstetra. Façam todos os exames médicos para saber
se os vossos tipos de sangue são compatíveis, se são saudáveis ou necessitam de
suplementos. Planeiem, com o profissional de saúde, o melhor modo de parar o
método contracetivo pelo qual optaram. A mulher deve começar, sob orientação
médica, a tomar ácido fólico ou outro suplemento que o contenha para a tornar
mais fértil (eu tomei OVUSITOL, que contém o ácido fólico necessário mas
aumenta a fertilidade).
3. Marquem
férias ou ocupem-se com outra tarefa
que vos distraia desta “missão” de se tornar mãe/pai! Sei que pode parecer “cliché”,
sobretudo aplicando-se à mulher (que costuma estar mais ansiosa do que o homem),
mas é realmente verdade que assim que descontraírem
e pararem de pensar no assunto, o bebé virá.
4. Mulheres: fiquem atentas a alguns
sinais que o vosso corpo vos dá acerca da vossa fertilidade. Antes de mais,
marquem no calendário o primeiro dia de cada menstruação para conseguir saber
qual a sua duração média e regularidade (ou não). Mais ou menos a meio do ciclo
reparem que durante um ou dois dias sentirão uma maior tensão mamária e terão
um corrimento diferente (transparente, gelatinoso, que parece clara de ovo e
sem cheiro). Esses são sinais da ovulação, mas não entrem em stress se não
tiverem relações sexuais nesses dias! Apesar da ansiedade muitas vezes falar
mais alto, não deixem que esta se sobreponha ao prazer que sentem na intimidade
com a vossa cara metade! Se conseguirem conciliar ambos os fatores, melhor, mas
se não se proporcionar não insistam nem forcem e esperem por outra
oportunidade. Nada vale mais do que a vossa parceria! Apesar de se sentirem
irritadas e inseguras, procurem não “descontar” no vosso parceiro. Para que ele
vos trate como uma princesa, deve sentir que apreciam o que ele faz (por
exemplo, se faz a cama, arruma a sua roupa, dobra as meias, etc.) e que ele é
importante para vós (mais do que o desejo de ser mãe). Surpreendam-no com um
jantar romântico, uma massagem ou lingerie nova em vez de o criticar por se
sentar no sofá a ver televisão quando chega a casa.
5. Homens: se demorar algum tempo até que
a vossa mulher engravide, não se culpem pensando que o vosso esperma não é suficientemente
fértil ou que não são suficientemente “homens” para que a mulher conceba. Na
questão da fertilidade não há culpados, apenas vítimas de circunstâncias ou
questões genéticas, alheias à pessoa. Sejam compreensivos face ao humor
instável e inseguranças da vossa mulher. Digam-lhe o quão bonita está e
aumentem a sua autoestima, pois se ela se sentir bem consigo mesma conseguirá
dar mais de si e responder melhor às vossas necessidades.
6. Cultivem
a assertividade e perseverança,
sobretudo para saberem responder às perguntas indiscretas de curiosos, como, “Então,
quando é que vem esse rebento?”, “Há quanto tempo estão a tentar?”, “Essa
barriguinha, não cresce?”. Ignorem comentários e experiências negativas de
outras pessoas, pois estes apenas desmoralizam e aumentam a ansiedade quando
levados a sério. Quando ouvirem “Eu estive dois/três/cinco anos a tentar e só
ao fim desse tempo é que consegui” ou, pelo contrário, “Eu engravidei no mês
seguinte, logo depois de deixar de tomar a pílula”, lembrem-se que cada pessoa
é única e difere das outras! Cada pessoa
tem o seu tempo, pois cada corpo e mente é diferente das outras! Depende,
não apenas da parte genética ou biológica, mas também das vivências e
experiências de cada um: dos traumas, das “maluquices”, etc.
7. Mantenham-se saudáveis: pratiquem
desporto, comam comida saudável, deixem hábitos nocivos (beber álcool, fumar,
beber café), descansem e durmam bem, andem ao ar livre, contemplem a beleza (na
Natureza, na Arte, um no outro), aprendam a libertar-se do stress desnecessário
fazendo coisas que vos deem prazer e façam sentir bem consigo próprio.
8. Não estabeleçam nenhum “prazo” ou limite
para a conceção/nascimento do bebé. Se pensarem em ser pais, façam-no com uma
boa margem para que não apressem um processo que se quer natural.
Acima de tudo, é bom relembrar
que esta deve ser uma fase positiva para o casal. Deve servir para uni-los e
não separar. Deve ser o fruto da completude de dois seres que se sentem tão
próximos que se fundem num novo ser!
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